terça-feira, 3 de julho de 2012

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Correção?

Esse nome de blog já deu o que tinha que dar. O verdadeiro significado dele, por trás da máscara "música da banda favorita", caiu por terra.


Não deves compreender a ida.


Corrigir, o que depois de tantos erros e tropeços, parecia incorrigível. O nome do blog veio para me fazer lembrar que nada estava totalmente perdido e que eu teria que levantar e tirar o pó que me cobriu.


Acorda cedo... Acorda pra ver quanto tempo perdeu com tanta areia na vista.


Eu, sempre tola, acabei achando que um simples desabafo em um blog que ninguém visita, ia me fazer repensar sobre o assunto e sobre tudo que eu tinha certeza que o tempo curaria. 


O corpo decompõe... o corpo decompõe aos poucos e não há nada que devolva a sensação de "ainda termos tanto a viver, termos tanto a ver".







domingo, 1 de julho de 2012

Foundations

Eu, depois de sofrer inúmeras vezes, acabei colocando na cabeça que amar é apenas adjetivar alguém em excesso. Você passa a acreditar, inconscientemente ou não, que aquela pessoa tem mais qualidades do que na verdade tem. Você idolatra e coloca-a em cima de um trono, ao qual não tem regra específica para estar lá.
Passaram-se os dias, meses, anos, até que eu cheguei a discordar de mim mesma. Passei a admirar os defeitos e a questionar as qualidades em excesso. Gosto de ver a imperfeição e de ficar irritada com as qualidades que outrora me deixavam boquiaberta.
Acho que eu, na verdade, não sabia o sentido de amar. Talvez ainda nem saiba, talvez isso tudo nem exista, mas mudar o ponto de vista foi uma coisa bem bacana.
Concluí isso tudo em uma tarde quente, tomando coca-cola em um banco, enquanto esperava você chegar, quem sabe essas substâncias químicas que eles usam em produtos, para fazê-los ficar com gosto de noz-de-cola, seja favorável à divagação do que é ou não amar.


Interlúdio:


sexta-feira, 29 de junho de 2012

É a vida.

is die lewe / është jeta / ist das Leben / هي الحياة / կյանք / həyat / bizi / জীবন / гэта жыццё / е животът / és la vida / se lavi / je život / er liv / je život / je življenje / es la vida / estas vivo / on elu / elämä / c'est la vie / é a vida / yw bywyd / არის სიცოცხლე / είναι η ζωή / જીવન છે / חיים / जीवन है / is het leven / az élet / adalah kehidupan / is life / Is é an saol / er lífið / è la vita / ಜೀವನ / est vita / ir dzīve / yra gyvenimas / е живот / adalah kehidupan / hija l-ħajja / er livet / زندگی / jest życie / un e-Vida ...



terça-feira, 19 de junho de 2012

Coisas boas vem com o tempo, as melhores, de repente.

E assim, sem nem esperar nem nada. Chega e aperta o coração, te empurra pro fundo do poço e ainda ri da tua cara, apontando o dedo, sabe?
Eu sou forte o bastante, mas tem coisas que te derrubam de uma forma que da até medo, faz você viver no mundo da lua, pensando em nada, só para não ter que pensa no caso.

***


Rolando na cama, embolando os lençóis e demorando três horas pra conseguir chegar perto do sono. Há duas noites não dormia bem. Como se não bastasse o nervosismo, a angústia e mágoa, agora começara a passar dias exaustivos, com olheiras fundas, que lhe cobriam a face de desgaste. Não sabia se era pior dormir ou ficar acordada, dormindo tinha pesadelos horríveis e extremamente reais.
Não tinha tempo para fazer o que queria e quando tinha tempo, não tinha vontade de fazer nada, só ficar deitada naquele sofá velho, cheio de arranhões dos gatos, que convenhamos, eram os únicos que aceitavam passar mais de dez minutos ao seu lado. 
Sentia que seus últimos 15 anos foram jogados no lixo, que não tinha vivido, queria começar a viver agora, depois dos 35 anos, onde sabia que já não seria a mesma coisa, como quando tinha seus 20 e poucos. Isso lhe dava uma ponta de arrependimento, de angústia que não podia mudar, não conseguia lidar com aquilo. Isso e tantas outras coisas eram temas dos seus pesadelos, pesadelos que a faziam ficar mais assustada, e nessa hora era impossível voltar a dormir, tinha um rio de coisas que passavam pela sua cabeça, uma enchente de pensamentos que só faziam ela se sentir mais uma Gregor Samsa no mundo.
Tentava resolver a vida, procurava emprego, quando estava na entrevista, sentada atrás de uma mesa, sendo avaliada, ficava pior, sentia que o avaliador tinha medo dela. Ela tinha espasmos, que só faziam seu rosto ficar com um aspecto mais melancólico, ela não conseguia controlar tudo isso. Sentia que com mesmo tanta experiência na vida, até um ser sem segundo grau completo teria mais chances que ela.
Queria voltar pra sua cama, sentir o cheiro de mofo da sua casa e dos seus gatos. Foi tomar a condução, contando as moedas que rolavam pela calça, perdidas em um bolso furado. Sabia que provavelmente teria perdido alguma, as moedas estavam certas! Agora ia ter que se sujeitar. Tirar os sapatos para ver se tinham rolado para dentro dele. As unhas sem fazer, era nisso que pensava, ela já não era feminina, não tinha mais esmaltes e nem fazia questão. Ela perguntou ao cobrador se não podia lhe trazer o que faltava, prometeu que voltaria. Ele olhou com um tom de preocupação e mandou ela ir andando.
Ali é que estava o problema, se ela andava, pensava. Ela não queria pensar na vida, não queria andar. Foi obrigada.

Chegou em casa trêmula, cansada, não tinha mais forças, estava há horas sem se alimentar. Acendeu o cigarro no fogão e foi dormir, sabia que iria ter pesadelos e que talvez nem conseguisse pegar no sono, mas conseguiu. Acordou com o sol nascendo, um calor infernal, uma fumaça densa e os vizinhos gritando do lado de fora. O fogo já havia tomado conta de tudo, estava nas paredes e cobria a casa, além da casa, seu corpo também estava queimado, queimou os dedos e os pés, os vizinhos estavam do lado de fora, olhando os bombeiros apagarem o fogo, alguns ajudando e outros coxixando.
Sentou no meio fio, viu o fogo levar tudo, as fotos, os escritos, os documentos, não teria mais identidade? Nunca teve, literamente. Olhou o fogo e riu, riu da cena. Os vizinhos tentavam falar com ela, mas ela não respondia. Levantou cambaleando, ainda pela fome, e saiu correndo, somente com a roupa do corpo, a roupa e um isqueiro no bolso. Nunca mais foi vista na cidade.

Cartas parte I

Jogue no lixo todos os sentimentos que irão fazer você mostrar seus pontos fracos. Deixe ela chorar em ombros alheios e quando a ferida estiver cicatrizando, insista em cutuca-la novamente.
Olhos de mel que agora tornaram-se rios de lágrimas, a rosa embolorou, isso significa que tudo resume-se a nada. Você gostava de me observar enquanto dormia, eu dormia segura de que você estava lá, hoje custo a acordar, garanto essa ser a pior parte do dia, levantar e saber que não posso mais te buscar após os mesmos dias, cansativos como sempre.
Ainda lembro quando me disse que tentava me dar meu sonho, ainda lembro dos seus olhos quando me mostrou a guia do médico. Fica tranquilo, agora. Você não irá precisar passar por isso, pelo menos não por mim.
Dormirei essa noite abraçada com sua foto, uma foto que coloquei na cabeceira, para me sentir protegida quando tivesse algum pesadelo. Sou uma menina mimada e medrosa, sabe? Talvez não estivesse na nossa hora, sou uma criança que precisa de abraço para não temer o escuro. Ficarei acordada imaginando uma solução, uma forma para esse soluço de choro passar. Ficou tudo tão preto e branco que hoje o medo do escuro virou medo do dia, ter que enfrentar o que já era um bocado difícil, agora sem você é quase impossível.
Eu buscava sempre te fazer sorrir, como era bom, cara! Te dar beijos longos para tentar acalmar os pulos involuntários do coração, que parecia sair pela boca.
O primeiro beijo foi tão doce, fiquei com tanto medo, afinal, no fundo eu sabia que aquilo tudo iria me fazer sofrer, mas eu gostava, deixei acontecer, para poder aproveitar o momento.
Eu tinha medo cada dia depois de te conhecer. Tinha medo mas não desisti, não fui fraca, tentei até todas minhas forças se esgotarem. Ouvi tudo o que não queria ouvir, mas não fui covarde, não joguei fora.
Doeu, dói, sangra por dentro e acabou deixando marcas, se vai passar? Sempre passa.











Cartas parte I - 22/03/2012

Para a menina dos origamis e olhar de mel. 
Jhennyfer. 

Com um beijo.