sexta-feira, 29 de abril de 2011

Queda.

Andei confundindo as coisas, várias vezes. Me tornando quem eu não sou, abrindo mão de mim, valorizando seres que no fundo não dão a mínima, enquanto quem merecia eu deixei de lado, joguei fora. Assim, sem mais nem menos, fui me tornando fria, as coisas passaram a não me afetar tão forte, deixei de me importar, com tudo e com todos, sem exceções.
Cada segundo fui criando um universo paralelo mais real. Sem me dar conta que meus pés estavam muito longe do chão, e como já era previsto, caí. Foram dias, meses, anos, até a queda se concretizar, mas quando estava chegando ao chão criei uma nova técnica, era como se eu freasse, levitasse, pairei no ar segundos antes de dar de frente com o chão e novamente, já por não sei quantas vezes, criei um novo escudo. Pensei comigo: "Quantos mais?". O que era frio, congelou.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

E como se não me bastasse...

Cabeça cheia, corpo vazio, uma série de problemas. E como se não me bastasse a rotina, cansaço, dor, lágrimas, falta de afeto, grana curta, contas, saudade, perdas, reclamações, sono, fome, juros... A flor do quintal morreu, mais uma vez.

sábado, 26 de março de 2011

A história que os livros contam

Esses jornalistas são todos totalmente loucos, conclui isso quando conheci uma menina chamada Elen Canto. Ela apareceu e trouxe a esperança de eu não estar sozinha no mundo, afinal, antes mesmo de eu conhece-la, já fazia coleções estranhas, como a coleção de coisas que se acha nos livros, isso sem contar que sempre gostei de ler as dedicatórias deixadas em livros usados...
Como disse, me sentia sozinha e excluída no mundo, quando esse santo anjo caiu na minha vida, me falando de um projeto, dizendo gostaria de criar um blog, com fotos e materiais sobre as dedicatória, eu fique super empolgada, mas acabei por achar que era "fogo de palha", que ela nem ia levar isso pra frente. Até que... Me aparece um email com os seguintes dizeres:

"Gente, está no ar o nosso blog. Adoraria ter a participação de vocês, sempre que possível: ahistoriaqueoslivroscontam.tumblr.com

No Facebook: http://www.facebook.com/home.php?sk=group_113114818767471"

Eu pirei mais do que o normal, me empolguei de tal forma... que precisava compartilhar, sei lá.
Esse tipo de coisa não se encontra todos os dias.

domingo, 20 de março de 2011

Carro bomba.

Estou aqui, como o costume, vim desabafar.
Ficar aqui, esperando alguma coisa grande acontecer não é a melhor coisa para se fazer... O tempo passa, está passando. Queria dar um abraço em quem está longe, porque ao meu redor só tem coisas falhas, coisas e pessoas. Viver a vida inteira na mesma coisa, fazendo todo o dia a mesma merda, esperando algo que no fundo você sabe que não acontecerá, é como uma ferida, que você volta a machuca-lá todos os dias, dói, arde, sangra e não cria cascas. Todo dia.
A melhor frase do momento é:

Quando digo "sim, senhor" eu penso em te erguer pelo pescoço e te ver mijar nas calças, seu filho da puta.

Como um carro bomba.

O duro é você ver que sua situação está foda, que você está realmente prestes a explodir, olhar para o lado e ver que quem você gosta está na mesma - ou parecida - situação. Parece que uma força maligna que rege nosso meio está influenciando para que os filhos das putas - ou da puta - fiquem no poder - aqui não tem parâmetros políticos. A "nata" está podre, a "elite" não tem ética.
Queria te abraçar, dizer que está bem, que vai melhorar, dizer alguma coisa que no fundo me dê conforto, mas não posso mentir e me juntar com eles.

sábado, 12 de março de 2011

Locadoras de vídeo.

Sempre gostei delas. Mas acho que nem todo mundo tira toda a essência de uma, isso mesmo, locadoras de vídeo também tem essência! Não é só de lançamento que elas vivem, muito menos de filmes 'eróticos'. Você passa horas olhando todas as prateleiras, tem vontade de levar mais filmes que seu orçamento e tempo permitem, se empolga quando vê que o filme que você tanto quer assistir está disponível, mas sempre tem alguém pra dizer: "Você só escolheu catálogo".

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Nada mole.

Ficamos desabrigados depois de um problema climático, não que isso justifique, pois nossa casa era feita de pinus, quem deixou de completar os estudos e preferiu morrer pobre foi eu e não a mãe natureza, mas de qualquer forma... Saímos a procura de uma moradia, custamos a achar uma que desse conta de abrigar eu, minha esposa, meus quatro filhos e minha sogra. Estava tudo ocupado, acho que é por conta de muita gente ter sofrido com os tais fenômenos climáticos. Caminhamos por horas, e achamos um cantinho (como se falava no Nordeste) para nos aconchegar, o piso era meio desnivelado, tinham muitos insetos, mas não sou de querer luxo e uma coisa tenho que admitir, era até mais quente do que a casa que a enchente levou, isso sem contar que é um pouco maior. Quando chegamos no "lar, doce, lar" fui logo tirando os sapatos, meus calos ardiam mais que o normal, fui me aninhando e dormi como um bebê, afinal, rodar a capital toda atrás de uma vaga em baixo da ponte não é nada mole!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Curitiba de Leminski, Tezza e Trevisan.

Todos os dias desembarco na Westphalen, dias cinzas, adoro cinza. Passo na Rui Barbosa, compro algumas frutas e vou tomar o café da manhã na mesma mesa, da mesma lanchonete, da mesma Marechal Floriano, fico nessa rua - um pouco mais a frente - o dia todo, adoro. Converso com adoradores de coisas usadas, desde livros didáticos até playboys. Lá pelas 19hs vou pegar o ônibus na Muricy, no outro dia começo tudo de novo.