segunda-feira, 21 de novembro de 2011

E quando a gente acha que a felicidade está chegando, percebemos que o que está vindo na verdade é mais um vendaval, para fazer você se perder em uma brisa qualquer, chorar por não saber direito o que passa na cabeça, no momento em que você tem certeza apenas de uma coisa, certeza de que não sabe de nada. E quando eu estender as mãos outra vez, pedindo pra que me levante, espero que você me olhe bem fundo nos olhos e me faça lembrar de tudo que fiz você passar, assim, quero sofrer, por que ainda sei que no fundo tem algum sentimento, não seria capaz de fazer sofrer alguém que em exatos 19 dias me fez provar das mais variadas sensações, e isso sem fazer esforço nenhum. Eu posso ser neurótica, posso ser louca e ter meus problemas, mas sei ser humana acima de tudo, acima de qualquer coisa.
Eu sei que não aguentaria falar isso olhando para você, pois querendo ou não, me sinto calma, me traz paz estar com você, o problema, como já dito antes, é minha cabeça.

"Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. "

... a pessoa mais sábia é aquela que sabe que não sabe ...

Mas e quando o grau de informatividade é muito baixo?

Eu gosto de sentar com alguém e conversar sobre os mais variados assuntos, poder falar das estrelas, da relatividade, de teorias estranhas, de música, artes, linguagens... Eu busco uma pessoa para poder interagir, dividir comigo tudo de estranho, curioso e bonito que eu vejo no dia a dia, e sim, eu dou mais valor a um bom papo do que um beijo bom. Quero que entendas que eu não me acho mais sábia que alguém, bem pelo contrário, eu sei que todos possuem algo para compartilhar e é justamente isso que eu preciso, preciso saber dos teus medos, das tuas falhas, preciso que me digas o que é bom e o que é ruim pra você, afinal passo mais tempo conversando com meu cachorro do que com alguém e definitivamente eu cansei disso.
Parei de esperar para ver se algo muda, cansei de deixar meus amigos e pessoas legais de lado pra passar exatas 4 horas sem falar NADA, ficar sem assunto quando se tem assunto é foda, só quem passa por isso sabe como é.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

29 de Julho.

A cortina transpassava o sol em um tom meio azulado, vez ou outra encontrava perdido um raio de luz do dia, eu me aconchegava, sentada na cama com o travesseiro erguido segurando minha coluna para que tudo fosse perfeito e que os monstros da literatura me acompanhassem por horas a fio. Abria meu livro e em instantes lembrava da última linha que havia lido, de uma hora para a outra já estava em um universo paralelo, sem pensar em mais nada, exceto quando a Jhully - minha gata mais velha - se mexia no meio dos cobertores e deixava meu pé sentir a friaca de julho.
De repente, meu coração começara a bater forte, tinha a sensação de que iria sair pela boca, descobri então, o que era o clímax do livro, a hora em que Arturo Bandini batera em Camila, que Holden Calfield visitara seu irmão no cemitério, que Winston Smith desobedecera a policia do pensamento e que os porcos de George Orwell tomaram o poder. I-N-D-E-S-C-R-I-T-Í-V-E-L!
Me acalmei, voltei ao estado normal, percebi que o suor já estava percorrendo minha face por completo, as cobertas já estavam no chão, senti o cheiro do bolo que minha mãe assava na cozinha, era o cheiro que só o bolo da minha mãe tinha, percebi que estava viva, que era matéria, que o mundo era real, acordei do estado literário, voltei. Era só um dia comum, 29 de Julho de 1984.

sábado, 15 de outubro de 2011

Palavras são flechas.

O problema não é o impacto quando elas o acertam e sim quando você as tenta tirar do peito.

Quando tu me disse que eu era chato, parei para refletir e isso foi difícil. Saber como as pessoas te enxergam é realmente difícil, você tenta de todos os jeitos fugir daquilo, mas não consegue, tentei por vezes sair do corpo para ver se sentia a chatisse na minha alma e só encontrei o vazio.
Quando éramos mais novos, você dizia que eu era seu amor, falava que me queria, e sabe o que eu via? Mais uma garota comum, como qualquer outra, chegue a ter nojo da sua aparência, seu jeito de tentar se enquadrar em um grupinho sendo que todos te achavam a nerd mais feia da sala. Depois de um tempo, fiquei sabendo dos teus exatos 2 anos e 3 meses de diferença da minha idade, fiquei surpreso, pois, imaginava que tinha uns cinco anos a menos, principalmente quando chorava e fazia xixi dentro da sala de aula, eu ria.
Hoje estás aqui, sob esse pedestal que eu nem sequer podia imaginar, estou te implorando por amor, ou coisa que valha.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Com insônia nada é real.

Eu não sei com que frequência você costuma falar de amores, não sei com que frequência você costuma troca-los, usa-los, senti-los. Só sei que eu costumo evita-los, ignora-los, deixa-los pra lá. Porque eu sei que o que vem por diante não é nada agradável, nunca.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Uns juntando inimigos, outros juntando dinheiro...

...Sempre tem um pra testar sua fé.

Tenho exatamente 20 anos, 3 meses e um dia de vida e em todos esses anos, meses e dias o que foi que eu fiz? Nada. E quando paro para pensar, só penso que o que eu quero da vida é exatamente não fazer nada, ficar parada no meu lugar, beber um café com a minha mãe e uma cerveja com meus amigos... mais nada. Cada dia surge uma ruga nova, um conhecimento a mais que só serve para me deixar com a cabeça quente. Todos tem problemas.
Essa semana deu vontade de ligar pra um colega meu que mora meio longe, perguntar se ele não queria fazer algo louco, (nem tão louco assim) tipo sair por ai sem rumo, deixar a casa por uma semana, esquecer que o mundo existe, tomar um chocolate quente na frente do mar e não fazer mais nada. As vezes eu acho que essa crise se chama "crise dos vinte anos e três meses", quando a gente quer fazer tudo e nada ao mesmo tempo, deixando de fazer ambos.
Eu acabei não ligando pra esse meu colega, afinal, eu nem sei se ele ainda lembra meu nome e nem sei se ainda lembra que eu existo, mas algum dia eu tomo coragem e ligo, pergunto se ele não quer fazer nada comigo.

Não sei porque eu ainda perco meu tempo escrevendo alguma coisa, pois, semana passada minha professora de "Recepção e produção de texto" disse que ninguém escreve simplesmente porque as palavras aparecem na cabeça. Acho que eu sou um fraude, não quero saber que "gênero" é meu texto e muito menos dizer porque e para quem eu escrevo ele. Se eu contar, você não vai acreditar.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

entrelinhas.


fromme-toyou:  Busy day in Manhattan… but there’s always time for the paper.

Palavras, por favor, me acompanhem.