Palavras, por favor, me acompanhem.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Tempo.
Resolvi seguir alguns conselhos, vou dar tempo ao tempo, mas antes de mais nada preciso me justificar e dar baixa em algumas pendências que eu imagino que iriam atrapalhar minha pausa.
Aos mais próximos, amigos de 10 anos ou alguns meses, eu peço desculpas pela maneira fria que ando tendo, juro que não sou assim, vocês que me conhecem sabem. Andei vacilando, tomei muito na cara nos últimos meses, acho que esse final de 2010 foi a pior fase da minha vida, devo ter descontado muito em quem não tem nada a ver com isso, mas confiem em mim quando digo que não sou assim, é que simplesmente o nó na minha garganta é constante, tento disfarçar minhas frustrações, por hora até consigo, belos minutos de distração. Eu só preciso desse tempo, mesmo.
Tentei de tudo para ver se isso passava, mas percebi que nada adianta. Não vou sair por ai enchendo a cara, fingindo que está bem, e no outro dia sentir a dor em dobro, nunca fui assim e não é agora que vou usar isso como anestésico. Por vezes tentei sair de casa, encontrar as pessoas, iludir eu e todos, arrumar novos "amores", conhecer gente diferente... mas no fim acabei no mesmo lugar, sempre com frustrações maiores, com a dor e a angustia em dobro, cansei de procurar a paz nos outros, cansei de confiar no mundo sabendo que ele é o que mais me machuca.
Foram tantas as vezes que eu tentei semear o amor e não recebi nada em troca, não que eu quisesse algo para mim, mas queria o coletivo disso tudo, se é que existe, parece que o amor entre os seres humanos foi preso, não sei porque, você ama mais se Ipod do que seus amigos, você diz "eu te amo" em silêncio para um ídolo seu que nem vivo está, mas nem da "bom dia" pra alguém que está com você todos os dias. Não vou reclamar das reclamações, até porque eu estou aqui, parada, escrevendo pra talvez ninguém ler, enquanto não resolvo nada, nem da minha vida, nem da vida em geral, o problema é esse, perco metade da minha energia reclamando, sem fazer nada para tentar mudar.
Mas de qualquer forma, não se assustem se esse meu período de "hibernação" durar 1 minuto, 1 dia, 1 mês ou 1 ano e meio, afinal, estou tão inconstante que não sei nem mais o que escrevi nas últimas 5 linhas.
Aqueles que me entendem de verdade irão respeitar.
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução."
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Queda.
Andei confundindo as coisas, várias vezes. Me tornando quem eu não sou, abrindo mão de mim, valorizando seres que no fundo não dão a mínima, enquanto quem merecia eu deixei de lado, joguei fora. Assim, sem mais nem menos, fui me tornando fria, as coisas passaram a não me afetar tão forte, deixei de me importar, com tudo e com todos, sem exceções.
Cada segundo fui criando um universo paralelo mais real. Sem me dar conta que meus pés estavam muito longe do chão, e como já era previsto, caí. Foram dias, meses, anos, até a queda se concretizar, mas quando estava chegando ao chão criei uma nova técnica, era como se eu freasse, levitasse, pairei no ar segundos antes de dar de frente com o chão e novamente, já por não sei quantas vezes, criei um novo escudo. Pensei comigo: "Quantos mais?". O que era frio, congelou.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
E como se não me bastasse...
Cabeça cheia, corpo vazio, uma série de problemas. E como se não me bastasse a rotina, cansaço, dor, lágrimas, falta de afeto, grana curta, contas, saudade, perdas, reclamações, sono, fome, juros... A flor do quintal morreu, mais uma vez.
sábado, 26 de março de 2011
A história que os livros contam
Esses jornalistas são todos totalmente loucos, conclui isso quando conheci uma menina chamada Elen Canto. Ela apareceu e trouxe a esperança de eu não estar sozinha no mundo, afinal, antes mesmo de eu conhece-la, já fazia coleções estranhas, como a coleção de coisas que se acha nos livros, isso sem contar que sempre gostei de ler as dedicatórias deixadas em livros usados...
Como disse, me sentia sozinha e excluída no mundo, quando esse santo anjo caiu na minha vida, me falando de um projeto, dizendo gostaria de criar um blog, com fotos e materiais sobre as dedicatória, eu fique super empolgada, mas acabei por achar que era "fogo de palha", que ela nem ia levar isso pra frente. Até que... Me aparece um email com os seguintes dizeres:
"Gente, está no ar o nosso blog. Adoraria ter a participação de vocês, sempre que possível: ahistoriaqueoslivroscontam.tumblr.com
No Facebook: http://www.facebook.com/home.php?sk=group_113114818767471"
Eu pirei mais do que o normal, me empolguei de tal forma... que precisava compartilhar, sei lá.
Esse tipo de coisa não se encontra todos os dias.
domingo, 20 de março de 2011
Carro bomba.
Estou aqui, como o costume, vim desabafar.
Ficar aqui, esperando alguma coisa grande acontecer não é a melhor coisa para se fazer... O tempo passa, está passando. Queria dar um abraço em quem está longe, porque ao meu redor só tem coisas falhas, coisas e pessoas. Viver a vida inteira na mesma coisa, fazendo todo o dia a mesma merda, esperando algo que no fundo você sabe que não acontecerá, é como uma ferida, que você volta a machuca-lá todos os dias, dói, arde, sangra e não cria cascas. Todo dia.
A melhor frase do momento é:
Quando digo "sim, senhor" eu penso em te erguer pelo pescoço e te ver mijar nas calças, seu filho da puta.
Como um carro bomba.
O duro é você ver que sua situação está foda, que você está realmente prestes a explodir, olhar para o lado e ver que quem você gosta está na mesma - ou parecida - situação. Parece que uma força maligna que rege nosso meio está influenciando para que os filhos das putas - ou da puta - fiquem no poder - aqui não tem parâmetros políticos. A "nata" está podre, a "elite" não tem ética.
Queria te abraçar, dizer que está bem, que vai melhorar, dizer alguma coisa que no fundo me dê conforto, mas não posso mentir e me juntar com eles.
sábado, 12 de março de 2011
Locadoras de vídeo.
Sempre gostei delas. Mas acho que nem todo mundo tira toda a essência de uma, isso mesmo, locadoras de vídeo também tem essência! Não é só de lançamento que elas vivem, muito menos de filmes 'eróticos'. Você passa horas olhando todas as prateleiras, tem vontade de levar mais filmes que seu orçamento e tempo permitem, se empolga quando vê que o filme que você tanto quer assistir está disponível, mas sempre tem alguém pra dizer: "Você só escolheu catálogo".
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