domingo, 20 de março de 2011

Carro bomba.

Estou aqui, como o costume, vim desabafar.
Ficar aqui, esperando alguma coisa grande acontecer não é a melhor coisa para se fazer... O tempo passa, está passando. Queria dar um abraço em quem está longe, porque ao meu redor só tem coisas falhas, coisas e pessoas. Viver a vida inteira na mesma coisa, fazendo todo o dia a mesma merda, esperando algo que no fundo você sabe que não acontecerá, é como uma ferida, que você volta a machuca-lá todos os dias, dói, arde, sangra e não cria cascas. Todo dia.
A melhor frase do momento é:

Quando digo "sim, senhor" eu penso em te erguer pelo pescoço e te ver mijar nas calças, seu filho da puta.

Como um carro bomba.

O duro é você ver que sua situação está foda, que você está realmente prestes a explodir, olhar para o lado e ver que quem você gosta está na mesma - ou parecida - situação. Parece que uma força maligna que rege nosso meio está influenciando para que os filhos das putas - ou da puta - fiquem no poder - aqui não tem parâmetros políticos. A "nata" está podre, a "elite" não tem ética.
Queria te abraçar, dizer que está bem, que vai melhorar, dizer alguma coisa que no fundo me dê conforto, mas não posso mentir e me juntar com eles.

sábado, 12 de março de 2011

Locadoras de vídeo.

Sempre gostei delas. Mas acho que nem todo mundo tira toda a essência de uma, isso mesmo, locadoras de vídeo também tem essência! Não é só de lançamento que elas vivem, muito menos de filmes 'eróticos'. Você passa horas olhando todas as prateleiras, tem vontade de levar mais filmes que seu orçamento e tempo permitem, se empolga quando vê que o filme que você tanto quer assistir está disponível, mas sempre tem alguém pra dizer: "Você só escolheu catálogo".

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Nada mole.

Ficamos desabrigados depois de um problema climático, não que isso justifique, pois nossa casa era feita de pinus, quem deixou de completar os estudos e preferiu morrer pobre foi eu e não a mãe natureza, mas de qualquer forma... Saímos a procura de uma moradia, custamos a achar uma que desse conta de abrigar eu, minha esposa, meus quatro filhos e minha sogra. Estava tudo ocupado, acho que é por conta de muita gente ter sofrido com os tais fenômenos climáticos. Caminhamos por horas, e achamos um cantinho (como se falava no Nordeste) para nos aconchegar, o piso era meio desnivelado, tinham muitos insetos, mas não sou de querer luxo e uma coisa tenho que admitir, era até mais quente do que a casa que a enchente levou, isso sem contar que é um pouco maior. Quando chegamos no "lar, doce, lar" fui logo tirando os sapatos, meus calos ardiam mais que o normal, fui me aninhando e dormi como um bebê, afinal, rodar a capital toda atrás de uma vaga em baixo da ponte não é nada mole!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Curitiba de Leminski, Tezza e Trevisan.

Todos os dias desembarco na Westphalen, dias cinzas, adoro cinza. Passo na Rui Barbosa, compro algumas frutas e vou tomar o café da manhã na mesma mesa, da mesma lanchonete, da mesma Marechal Floriano, fico nessa rua - um pouco mais a frente - o dia todo, adoro. Converso com adoradores de coisas usadas, desde livros didáticos até playboys. Lá pelas 19hs vou pegar o ônibus na Muricy, no outro dia começo tudo de novo.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Prefiro o silêncio. Sem mais.


***


As pessoas gostam de falar, nunca gostam de ouvir, eu... não gosto nem de falar, nem de ouvir. Quando falo é mal, quando ouço, é ruim. Prefiro ler, observar. Driblar.
Escrever é uma forma de manifesto, silencioso, mas não deixa de ser manifesto. Mas pelo menos nos meus rabiscos posso selecionar os leitores, deixo de lado os desprovidos de bom senso e me aconchego nos restantes.
Não que eu prefira ser bem vista do que quista, mas o silêncio é primordial, quando eu abro a boca logo afasto 'quase' todo mundo, não falo merda, como a maioria, esse talvez seja meu maior problema, tem gente que ainda não entendeu que as novelas da globo e o programa do Gugu não me atraem.
Eu desejo que esse meu silêncio não faça o assunto sumir, assim, podendo coloca-lo aqui, entre quatro paredes.
Sem frases melosas para descrever qualquer sentimento, mas vamos concordar, os olhos falam muitas coisas.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Haikai's

Passou e ofereceu o algodão
Fiquei com vontade, comprei
Chegou a lamber os dedos


xxx



Era proibido estacionar, engraçado
Sempre gostou do proibido
Mas se assustou com o sujeito a guincho