sexta-feira, 20 de agosto de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
Está na moda reclamar da vulgaridade do verbo amar. Hoje em dia todo mundo ama todo mundo, de qualquer jeito, isso eu devo admitir, mas parece meio falho reclamar disso e pensar que você é a unica pessoa que tem o direito de amar de verdade. É chato quando o "eu te amo" vem diretamente pra você sendo que você nem bem conhece a pessoa, e o "eu te adoro" também! Pois, "adorar" não fica tão longe do "amar", e vice versa.
Pareço chata demais falando nisso, papo de quem não tem o que fazer, mesmo. Só que a generalização do verbo "odiar" hoje em dia também virou moda! Todo mundo odeia todo mundo, não existe respeito e nem mesmo tolerância, sabe? Agora então, em época de política, aguentem os xingamentos, os palavrões e coisas do gênero, porque a galera só sabe reclamar. Se você não gosta do seu país, do seu estado, município, vizinho, cachorro do vizinho, prefeito da cidade... do que você gosta?!
É claro que gente sem noção tem que ser tratada como tal, mas existe algo que faz bastante sentido que é tolerar, você não precisa ofender para mostrar o quanto a pessoa é babaca, se ela é babaca todo mundo deve saber disso. As vezes só de fulaninho existir já passa a ser um incômodo, mas pra que tanto ódio no coração? Só porque um video blogger da vida ficou famoso falando mal de todo mundo, só porque tem gente que acha graça um babaca falar de outro babaca, só porque é moda mandar todo mundo morrer, se foder, o caralho a quatro... Sabe, deveríamos rever os conceitos. É claro que é ridículo um artista global ficar falando que ama todo mundo, que adora pessoas que ele nunca nem viu na vida... mas deixa o cara lá quieto na dele, se divertir com as babozeiras que as pessoas falam é bom até.
Agora começo uma luta contra o mau uso do verbo odiar!
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Eu sei exatamente a hora em que ele passa aqui na rua, então, fico esperando, tento nunca perder a hora. Quando vejo ele vindo lá de longe, desço correndo as escadas e espero ele passar na minha frente, ele sempre sorri e diz 'oi'.
Anda com uma calma que chega a me dar inveja, troca de passo como se tivesse medo de pisar no chão e machuca-lo. Acho que admiro ele justamente pela calma, o oposto sempre me atrai mais, isso sem contar que é um completo desconhecido.
Cheguei a contar para as meninas do colégio, que andava encantada com um moço desconhecido da rua e elas logo me perguntaram se era bonito, eu respondi que sim, claro que ele é bonito! Concluí descrevendo ele, contei que ele aparenta ter 40 anos, usa roupas de meninão e tem um sorriso encantador, e elas? Falaram um terrível "CREDO!". Pensaram que eu estava encantada por um Gianecchini da vida! Vê se pode!
Passei longos 3 meses descendo as escadas todos os dias, só para dar oi pra ele. Quando ele se atrasava eu ficava extremamente preocupada, suava frio, estralava os dedos... Ele sempre aparecia, devia se atrasar por pegar algum semáforo de pedestre fechado.
Certo dia, resolvi escrever um bilhete para ele, só não sabia ainda o que escrever, queria alguma coisa simples. Pensei... Pensei... Resolvi dar uma de "desconhecida maluca" e escrevi:
"Olhe para o céu, está um belo dia hoje."
Claro que escrevi e re-escrevi duzentas vezes, com medo de ele achar minha letra feia, pensei sobre o tempo, e se chover? E se o céu ficar feio bem no dia!?
Mas tudo bem, deixei o bilhete escrito para entregar a ele no dia seguinte. Fui dormir.
No outro dia, como todos os outros, fui na padaria, comprei dois pães, um copo de café expresso e o jornal da cidade. Cheguei em casa arrumei a mesa, preparei meu pão e finalmente sentei, de um lado estava o bilhete e do outro o jornal. Li a página policial, os classificados, vi os aniversários da semana, coisa de cidade pequena, sabe. Quando chego na parte dos falecimentos fico chocada com o tanto de gente nova que morre, fico com medo, e hoje... especialmente hoje tinha um jovem rapaz de 38 anos, que morreu dormindo, os familiares escreveram belas coisas dele, parecia ser um bom rapaz, mais embaixo tinha uma foto. Se eu contar de quem era vocês nem acreditam.
Meu café esfriou, minha boca ficou amarga de repente, senti o terrível nó na garganta, olhei pela janela e vi como o céu estava cinzento.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
É, eu podia ser só um cara bonzinho e bem arrumado, com as roupas limpas e que fique bem em sua parede.
Mas sou só alguém como você que gosta de falar e abraçar os amigos.
E me vale bem mais saber que tudo isso aqui tem valor pra você e que eu também fui fã igual quando pegava meus LP's e colocava na vitrola pra me sentir em casa. Era só eu, meu 7 seconds e sempre no final não me sentia só e me sentia bem.
Eu não tenho emprego e sou coberto de tatuagens.
Eu passo o dia vivendo às margens.
Sou peça com defeito.
Pois não consigo ser esse mocinho bem comportado.
Eu encho a cara, arrumo encrenca
E faço tudo errado.
E mesmo não sendo o que você apresentaria a seus pais,
Eu queria dizer
Que gostaria de te levar naquela rua onde eu cresci,
Onde andava de bike
E onde dei o meu primeiro beijo.
E dizer que passei a vida inteira tentando mostrar que o que não dá pra colocar em palavras
É toda a vida de um garoto e uma guitarra que ainda não sabe tocar.
As vezes é preciso ter ídolos.
sábado, 7 de agosto de 2010
Se o seu valor é material, eu sinto muito, isso não faz de você uma pessoa melhor, valorize o seu emprego, saiba como agir, mas isso realmente não te faz uma pessoa mais vivida. Li uma coisa que eu preferiria nunca ter lido, pois, quando a pessoa é vazia ela precisa pensar que é o centro das atenções. Eu admiro as pessoas a um ponto que me chega a doer, se não foi do jeito que VOCÊ queria, eu sinto muito, não foi minha intenção, da próxima vez não se esqueça que o que vem acima de tudo é o ser, e não a relação que você tem com ele, porque da próxima vez, eu vou me lembrar de não admirar quem não da a mínima pra um papo ou só estar. Quando quiser saber, é só perguntar.
Mas a conclusão é: O que eu escrevo aqui NUNCA foi para você, até o momento.
Isso pode ter o lado bom, ou não.
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai desejar não mais pensar.
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai desejar não mais pensar
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai desejar não mais pensa
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai desejar não mais pens
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai desejar não mais pen
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai desejar não mais pe
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai desejar não mais p
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai desejar não mais
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai desejar não mai
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai desejar não ma
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai desejar não m
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai desejar não
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai desejar nã
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai desejar n
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai desejar
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai deseja
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai desej
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai dese
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai des
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai de
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai d
Se você parar para pensar em algumas coisas, vai
Se você parar para pensar em algumas coisas, va
Se você parar para pensar em algumas coisas, v
Se você parar para pensar em algumas coisas,
Se você parar para pensar em algumas coisas
Se você parar para pensar em algumas coisa
Se você parar para pensar em algumas cois
Se você parar para pensar em algumas coi
Se você parar para pensar em algumas co
Se você parar para pensar em algumas c
Se você parar para pensar em algumas
Se você parar para pensar em alguma
Se você parar para pensar em algum
Se você parar para pensar em algu
Se você parar para pensar em alg
Se você parar para pensar em al
Se você parar para pensar em a
Se você parar para pensar em
Se você parar para pensar e
Se você parar para pensar
Se você parar para pensa
Se você parar para pens
Se você parar para pen
Se você parar para pe
Se você parar para p
Se você parar para
Se você parar par
Se você parar pa
Se você parar p
Se você parar
Se você para
Se você par
Se você pa
Se você p
Se você
Se voc
Se vo
Se v
Se
Só
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
choro;
Ouvi alguém falar que minha avó estava doente e que não era para me contar, isso foi a mais ou menos uma semana atrás. Acho que a família toda já sabe do meu psicológico vulnerável, minha mãe coitada... como sofreu me ouvindo chorar todas as noites quando atropelaram uma cadelinha aqui na frente de casa, mas ela não sabe a sorte que tinha por estar chorando, porque chorar nem sempre é ruim. Vez ou outra eu ainda vou lá no fundo do quintal colocar flores pra Lucy - nome da falecida cadelinha - que tinha cara de quem gostava de flores coloridas. Não é moleza ter coração, sabe.
Fiquei a semana toda chorando escondida, por causa da minha avó, cheguei à beirar a loucura, suicídio e coisas do tipo, até que resolvi ligar pra ela, perguntei como ela estava e ela manhosa como sempre falou:
- Estou bem, minha filha, mas semana passada estava com um resfriado daqueles! Precisava de você aqui pra me fazer um chá.
Eu chorei mais ainda, coitada de mim, tudo isso por um leve resfriado.
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