terça-feira, 3 de agosto de 2010

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Chega nessa época do ano e eu tento me afastar de todas as maneiras possíveis da mídia. As lojas entopem de promoções e os cartazes tem pessoas felizes e sorridentes, os pais ganhando camisas azuis de gola, os filhos ricos gastando dinheiro como água. Essa é a impressão que da.
Muita gente fica sem saber o que comprar, com medo de não agradar e essas coisas. Todos os anos são assim. Na escola então, é bem pior... quando eu era mais nova os professores mandavam fazer "presentinhos" para os pais, ou então faziam a gente ensaiar uma música ridícula para apresentar... No meu caso era pra apresentar para o pai dos outros. Uma vez mandaram a gente fazer uma gravata de retalhos, eu fiz, ficou a gravata mais linda da sala, e como minha coleguinha sabia que eu não tinha pai, pediu toda educada a minha gravata, pra ela entregar pro pai dela e eu falei que não, que era pro meu pai, mesmo eu sabendo que nunca daria pra ele, mas não sei porque... tenho ela até hoje, inclusive foi bem nessa época que eu descobri o que era esse tal "nó na garganta". Hoje, mesmo eu me escondendo pra tentar esquecer desse maldito dia, parece não adiantar! Se você não liga a TV, aparece um carro de som na rua falando sobre, se você não entra em sites de notícias, o orkut muda a homepage pra fazer você lembrar, se você não vai na escola, ligam na sua casa perguntando o que você comprou para seu pai, e assim vai.
Fazem 10 anos que eu sofro com isso, e parece que cada vez aperta mais. Ele pode ter feito tudo o que fez, mas pai é pai, não adianta vir com conversinhas do tipo "pai é quem cria" ou coisa que valha, isso nunca ajuda. Pra mim, pai é aquele que me deixou a 10 anos, me fez tremer de febre, me faz chorar de vontade de ter amor paterno, me deixou doente de vontade de abraçar, é aquele que liga quando você faz 15 anos mas nem tem coragem de falar com você.
E pra responder a questão sobre o que comprar para seu papai... Não precisa comprar nada pra ele, é sério.


*Ps. Essa na foto sou eu... quando era feliz e nem sabia.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010


As vezes só o papel, mesmo consegue me deixar pra cima. Ta tenso.

*Ps. Foto da internet.

Palavras.

Vou escrever de você e de todos os caras e gurias que passarem na minha vida, cada beijo é uma experiência, cada experiência precisa virar palavras. O hoje, o ontem e o amanhã são facilmente colocados em linhas, tortas ou não. O privilégio não é ter seu nome em um poema e sim ter uma história para ser contada delicadamente. Quando a raiva invadir seu ser ao ver o nome de outro em algumas histórias, lembre-se que os nomes são trocados, afinal, não quero pagar indenização para ninguém, quem sabe a história de amor não seja a nossa?

sábado, 31 de julho de 2010

Hoje, ouvindo a música "Perdendo dentes" do Pato Fu, parei para pensar. De vez em quando da vontade de tirar férias da vida. Ainda bem que as vezes aparece um ser do nada, que faz você mudar de ideia por alguns instantes, e mostra que você não está assim tão deslocado desse planeta. A pessoa de quem estou falando provavelmente vai ler isso e pensar que é dela que eu estou falando, pois então... pode ter certeza. Não vejo a hora de você ler o que eu te escrevi naquela carta.


Pouco adiantou
Acender cigarro
Falar palavrão
Perder a razão

Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém
Mas sou como os outros
Que não são ninguém

Acho que eu fico mesmo diferente
Quando eu falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
Eu uso as palavras de um perdedor

As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei

As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci



sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sabe...

Na verdade nem foi tão legal, o por-do-sol não estava lindo, o que eu escrevi pra você a noite era mentira, eu nunca achei que você era a minha alma gêmea e nunca nem pensei em você antes de dormir, era só mais um cara sem rumo que eu resolvi tirar de vez do eixo. Eu fiz um drama gigante, confesso, falei sobre amores que não deram certo, fingi que meu coração precisava de reparos e todas essas coisas que as pessoas carentes dizem. Um mês depois, quando você desceu do carro e foi comprar a aliança eu olhei você de costas e fiquei com dó, vi como você pisava forte no chão, como estava feliz... Sabe, eu se fosse você me agradeceria por ter sumido, eu fiquei olhando a sua cara de desgosto quando viu que eu não estava no carro, quando ligou no meu celular e viu que eu tinha deixado no banco, ou pior... quando você começou a chorar lendo o bilhete, eu também chorei, mas logo passou. Eu falei que minha vida não era um livro aberto e que não abriria ela de jeito nenhum para você, e você não me deu ouvidos, lembra quando eu te disse que não adiantava você continuar fazendo aquela maldita faculdade de medicina? Que em escola nenhuma se aprende o que a vida ensina? Ficar trancado em uma sala, de jaleco e luvinha, ahh meu bem, que triste, não?
Onde eu nasci, as coisas não são assim, o que se aprende é esterilizar bisturi no isqueiro, lavar a mão com sabão de coco antes de "operações" e retirar rins comendo pizza. Claro que o pessoal ficou muito chateado quando eu falei que perdi você, um moleque com saúde de ferro, não bebia, não usava droga e fazia academia! Mas eu resolvi te dar uma chance, pequeno nerd, na próxima vez, não confie em qualquer um que te der carinho.
Na dança dos dias, quem manda somos nós!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Não tem a mínima graça alguém sabe mais da sua vida do que você mesmo, fuçar teu nome na lista telefônica, no google, na barsa e no caralho a quatro. Saber do seu passado e achar que faz bem pra você isso, dizer coisas sobre você que nem você lembra. A minha vida é minha, odeio gente colada no meu pé, meu bem. Eu já aprendi uma coisa... quando você gosta de alguém é claro que da vontade de vigiar essa pessoa, ver o que ela faz, onde ela vai, com quem ela anda, as coisas que ela gosta e coisa e tal, mas você não precisa mostrar que sabe muita coisa sobre ela ou que passa horas pesquisando a vida alheia por ai. Eu já disse em outro post uma coisa sobre isso, que uma de mim já é demais, imagina duas, três, quatro! Me da uma pequena raivinha quando eu entro em qualquer site e tem lá a pessoa me seguindo, a pessoa gostando das mesmas coisas que eu, ou coisa que valha.
Eu pesquiso no google o nome das pessoas que eu gosto, até pra saber com quem eu ando, vai que é um fugitivo do FBI (brinks), mas não saio falando sobre o que eu vi/li, e quando a pessoa pergunta sobre algo que eu já vi, mas foi pouco divulgado por ela, eu minto e falo que nem vi, só pra fazer uma draminha, sabe? Tá certo que eu coloco o link das redes sociais que eu participo pra todo mundo ver, mas tudo tem limites, afinal, que graça tem eu ir contar de um post novo do blog se no mesmo tempo que eu atualizei ele a pessoa já estava lendo? Sabe?
Eu canso muito rápido das pessoas.